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Felipe Sil / JT Um exemplo concreto do crescimento do setor turístico no Brasil nos últimos anos é a criação, em 30 de abril desse ano, da Secretaria de Turismo de Ribeirão Preto. Apesar de toda a importância da cidade, com seus variados eventos e congressos, o município ainda não possuía uma pasta específica para o assunto. A responsabilidade de ser o secretário é de Humberto Pereira, 44 anos. Jovem, já foi coordenador de Turismo do Estado de São Paulo entre 90 e 93. Após esse período na vida pública, seguiu como administrador de empresas e empresário no ramo da agropecuária. Já morou quatro anos nos Estados Unidos e, naquele país, ganhou conhecimento e experiência sobre o mundo de negócios. ![]() Sempre, porém, esteve ligado com o setor de turismo e com o trade brasileiro, principalmente com o de Ribeirão Preto. O atual secretário também participou da criação do Plano Diretor de Turismo do município quando estava na vida privada, através de uma consultoria. Por este motivo acredita ter sido chamado para assumir a responsabilidade da nova pasta. Além desse currículo já invejável, o atual secretário de Ribeirão Preto também trabalhou na produção de grandes eventos (trouxe ao Brasil artistas como Blur, Offspring e Laura Pausini). FS - Como surgiu a Secretaria de Turismo de Ribeirão Preto e qual sua importância para a cidade? HP - Essa é uma secretaria bem nova e é uma medida proposta pela prefeita Darcy Vera para atender a uma reivindicação antiga do trade de Ribeirão Preto. A cidade já tinha, há muito tempo, forte vocação para o turismo, principalmente o de eventos e o de negócios. Temos, por exemplo, a maior feira de agronegócios do País, a Agrishow. Aliás, acabamos de renovar o contrato com os organizadores para manter o evento na cidade até 2014. Ribeirão Preto é uma região que possui uma população de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em relação a grandes eventos, também temos o Carnabeirão, o Ribeirão Rodeo Music e o João Rock, além de fazermos parte do circuito nacional de rodeios. Temos, também, vocação para a área médica e odontológica. Como possuímos muitas empresas e indústrias ligadas ao setor de saúde na cidade, acabamos por sediar um número considerável de congressos e feiras ligadas ao assunto. Somos também a capital do agronegócio. Afinal, temos um setor de cana-de-açúcar muito forte e a tecnologia mais moderna para produzir etanol. FS - Como é a estrutura de vocês possuem no momento? HP - Nossa estrutura ainda é pequena porque ainda estamos no início dos trabalhos. A criação de uma secretaria para o setor, porém, demonstra a importância que o turismo tem tido para o governo federal durante os últimos anos. Já reativamos o Conselho Municipal de Turismo, que antes fazia parte da Secretaria de Planejamento, e vamos trabalhar duro para mostrar o quanto essa pasta significa para o município. FS - O que o trade de Ribeirão Preto pode esperar de sua gestão? HP - O trade pode esperar 100% de empenho para atender suas antigas reivindicações e um esforço para captar ainda mais eventos para a cidade. Temos que melhorar a vida das pessoas. Vamos resolver o problema do Aeroporto de Ribeirão Preto, privatizando-o; construir um centro de convenções moderno; criar um Fundo Municipal de Turismo e levar a Fórmula Indy para o município. Queremos que essa competição esportiva seja disputada em Ribeirão Preto já em março do ano que vem. Disputamos a possibilidade de ser sede da Fórmula Indy com Brasília, Rio, São Paulo, Campinas e Salvador. Nosso trunfo é sermos a capital mundial do etanol. A Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) investe na competição e sabemos que ela quer divulgar o combustível renovável, tão importante para o meio ambiente. A escolha deve sair já no dia 15 de julho. Acho que somos favoritos. É um evento importantíssimo porque gera aproximadamente US$ 100 milhões e proporciona um fluxo entre cem mil e 150 mil pessoas, além de ser transmitido para 173 países pela ESPN Internacional e no Brasil pela Rede Bandeirantes.
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